O cantor sergipano Natanzinho Lima está no centro de uma disputa judicial milionária em Sergipe. O artista enfrenta duas ações movidas pelo ex-empresário Edvaldo Oliveira da Paixão, da Xicrinha Produções, que somam R$ 43 milhões.
Os processos envolvem pedido de prestação de contas detalhada e solicitação de bloqueio de bens do cantor.
O que motivou a disputa
Segundo informações do processo, o rompimento do contrato de agenciamento teria ocorrido em agosto de 2024, logo após uma live que contou com nomes como Gusttavo Lima e Wesley Safadão.
Após a apresentação, Natanzinho passou a integrar o casting da WS Shows, empresa ligada a Wesley Safadão, deixando a antiga produtora de fora das negociações.
De acordo com o ex-empresário, o contrato de exclusividade para comercialização de shows segue vigente até 2027, prevendo participação percentual nos cachês. Ele afirma que, após a mudança, não recebeu os valores acordados.
O assessor jurídico da Xicrinha destacou que a relação entre as partes ia além do profissional:
“Eles tinham uma relação de amizade, como tio e sobrinho. Não era apenas comercial.”
Como se chega aos R$ 43 milhões
O valor cobrado corresponde, segundo a ação, aos shows realizados após o rompimento contratual.
Uma das ações exige detalhamento completo de todos os contratos firmados pelo cantor nesse período, incluindo valores recebidos. A outra pede o bloqueio imediato das contas bancárias e bens do artista como forma de garantir eventual ressarcimento.
Duas audiências já foram realizadas, mas, conforme consta no processo, o cantor não teria comparecido.
Próximos passos
A Justiça pode determinar o bloqueio patrimonial a qualquer momento, caso entenda haver risco de prejuízo ou descumprimento contratual. O caso segue em tramitação na Justiça de Sergipe.
A disputa pode impactar contratos futuros e a agenda de shows do cantor, dependendo das decisões judiciais.
Até o momento, a defesa de Natanzinho Lima não se pronunciou publicamente sobre o caso.