O Ministério Público de Sergipe (MPSE) deu início a um movimento para colocar limites nos gastos públicos com atrações musicais durante os festejos juninos. Prefeitos e representantes de municípios se reuniram nesta segunda-feira (9) para discutir critérios claros que garantam transparência, responsabilidade e respeito ao bolso do contribuinte.
O Procurador-Geral de Justiça, Nilzir Vieira, deixou claro: “Queremos que as decisões sobre os festejos juninos sejam tomadas com responsabilidade e sem desperdício de dinheiro público”.
Muitos gestores já manifestaram preocupação com cachês altos e contratos sem parâmetros definidos. Rômulo Lins, promotor do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público, reforçou que o objetivo é equilibrar tradição cultural com fiscalização: “Estamos criando regras que orientem gastos sem travar a liberdade administrativa do prefeito”.
Eduardo Côrtes, Procurador-Geral de Contas do MPC/SE, acrescentou: “As festividades precisam respeitar a situação fiscal do município e priorizar as necessidades da população, sem deixar de lado a festa”.
O encontro contou com representantes do MPSE, da FAMES e de diversos municípios. Novas reuniões estão previstas para definir parâmetros que sirvam de guia para todos os gestores sergipanos, garantindo que a tradição junina continue, mas com dinheiro público bem usado.