O debate sobre as finanças de Sergipe ganhou destaque na sessão desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa. Da tribuna, o deputado estadual Marcelo Sobral (União Brasil) apresentou números que colocam o estado entre os menos endividados do país.
Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, Sergipe fechou 2025 como o 8º estado com menor nível de endividamento do Brasil. A relação entre dívida e receita ficou em apenas 7,04%, bem distante do limite máximo de 200% permitido pelo Senado.
Para o parlamentar, os números desmontam o discurso de que o Estado estaria “no vermelho”.
“Sergipe hoje vive uma situação fiscal confortável. Os dados oficiais mostram equilíbrio e responsabilidade na gestão”, afirmou.
Sobral atribuiu o resultado à organização das contas públicas, à captação de recursos federais e ao trabalho técnico da Secretaria da Fazenda. De acordo com ele, esse cenário permite que o governo faça investimentos em obras e serviços sem comprometer o futuro financeiro do estado.
Debate esquentou no plenário
O assunto, porém, dividiu opiniões.
O deputado Marcos Oliveira (PL) defendeu que empréstimos podem ser positivos, desde que sejam aplicados em investimentos reais e com fiscalização rígida da Assembleia.
Já Georgeo Passos (Cidadania) levantou questionamentos. Ele citou a utilização de recursos de fundos específicos e a criação de taxas em rodovias, medidas que, segundo ele, colocam em dúvida se a situação financeira é tão folgada quanto os números indicam.
Na defesa do governo, o líder Cristiano Cavalcante (União Brasil) afirmou que usar recursos parados demonstra planejamento, não fragilidade. Sobre taxas, explicou que a cobrança atinge apenas eventos privados que interditam vias públicas.
Contas equilibradas no centro do debate
Com a discussão, o tema das finanças estaduais volta ao centro da política sergipana. Enquanto governistas apontam estabilidade e capacidade de investimento, a oposição cobra mais transparência sobre onde e como o dinheiro público está sendo aplicado.