O combate ao crime organizado ganhou mais um capítulo importante em Sergipe. Nesta quinta-feira (27), o Departamento de Narcóticos (Denarc), em parceria com a Polícia Científica, realizou a incineração de mais de 3,3 toneladas de drogas apreendidas ao longo de 2025 — um volume que representa mais de R$ 30 milhões de prejuízo ao tráfico.
As equipes saíram de Aracaju e seguiram até a fábrica de cimento Mizu, em Pacatuba, onde todo o material foi destruído seguindo protocolos rígidos de segurança. A ação integra a Operação Narke 5, coordenada nacionalmente pela Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Mais de 500 mil cédulas antigas de RG também foram destruídas
Além das drogas, a Polícia Científica aproveitou a operação para incinerar cerca de 500 mil cédulas antigas de RG, incluindo lotes fraudados.
“O Instituto de Identificação participou trazendo cédulas antigas e também RGs falsos. Estamos recolhendo os documentos antigos e emitindo a nova CIN, garantindo segurança e evitando fraudes”, explicou o papiloscopista Pablo Nascimento.
Trabalho integrado e prejuízo milionário ao crime
O delegado Ataíde Alves, diretor do Denarc, destacou a importância da ação conjunta.
> “A incineração é a última etapa desse processo. Representa o fim da droga apreendida e reafirma nosso compromisso em combater o tráfico com rigor”, afirmou.
Segundo o Denarc, as drogas destruídas incluem maconha, cocaína, skunk, drogas sintéticas, crack e flores de maconha, todas já periciadas e contabilizadas pela Polícia Científica antes do descarte.
Esforço conjunto em todas as etapas
A Polícia Científica lembrou que sua atuação começa no momento em que o entorpecente chega às mãos dos peritos: identificação, exames laboratoriais, laudos e conferência minuciosa. Só após esse processo o material está apto para incineração — garantindo total transparência.
Impacto direto contra o crime organizado
A destruição das drogas representa mais um movimento estratégico no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado.
As forças de segurança reforçam que o trabalho integrado entre instituições estaduais e órgãos federais continuará ao longo dos próximos meses.