A Secretaria de Estado da Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc) deu início, na última terça-feira (1º), à participação de Sergipe na 8ª fase da Operação MUTE — uma mega ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
O objetivo é claro: quebrar a comunicação ilícita dentro das unidades prisionais, desarticulando as ordens dadas de dentro das cadeias para o crime organizado que impactam diretamente na violência das ruas.
🔍 Primeiro alvo: Copemcan
Em Sergipe, o Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, foi o primeiro a ser vistoriado. Cerca de 30 policiais penais do Núcleo de Inteligência Penitenciária (NIP), do Grupo de Operações Penitenciárias (GOPE), da Polícia Penal Federal e do próprio Copemcan realizaram revistas rigorosas em todos os pavilhões.
📱 O foco? Apreender celulares, chips e outros materiais ilícitos usados para coordenar ações criminosas fora das grades.
O diretor do Desipe, Aginaldo Júnior, ressaltou que o trabalho seguirá firme em outras unidades prisionais do estado.
“Estamos intensificando as revistas e ações de inteligência para garantir que os internos não tenham acesso a materiais proibidos. Não vamos medir esforços para manter a ordem e a segurança nas prisões de Sergipe”, afirmou.
📊 Números impressionam
Desde o início da Operação MUTE, nas fases anteriores, mais de 6.274 celulares foram retirados de circulação nos presídios de todo o Brasil. Ao todo, mais de 20 mil policiais penais já participaram da força-tarefa, que acontece simultaneamente em diversos estados.
🚨 A Senappen destaca que a ação é crucial para reduzir os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no país, já que muitas ordens para roubos, homicídios e tráfico partem de dentro das unidades prisionais.