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Com Fabrício Figueredo

Saúde

Câncer avança no Brasil e país pode registrar 781 mil novos casos por ano até 2028

Publicada em 04/02/26 às 20:44h - 21 visualizações

por Estância Agora


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 (Foto: SES/BR)
O câncer está avançando em ritmo preocupante no Brasil e já se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no país. A projeção é de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) no Dia Mundial do Câncer.

Os números acendem alerta nas autoridades de saúde e reforçam o tamanho do desafio para o sistema público. O próprio Inca reconhece que o cenário reflete não apenas o envelhecimento da população, mas também falhas no acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Tipos de câncer que mais atingem brasileiros

Entre os homens, os mais frequentes são:

Próstata (30,5%)

Cólon e reto (10,3%)

Pulmão (7,3%)

Estômago (5,4%)

Cavidade oral (4,8%)

Entre as mulheres, lideram:

Mama (30%)

Cólon e reto (10,5%)

Colo do útero (7,4%)

Pulmão (6,4%)

Tireoide (5,1%)

O avanço do câncer de cólon e reto preocupa especialistas, que associam o aumento a obesidade, sedentarismo e exposição precoce a fatores de risco.

Diferenças regionais escancaram desigualdade

O levantamento mostra um retrato desigual do país:

Câncer de colo do útero é mais comum no Norte e Nordeste

Câncer de estômago atinge mais homens nessas mesmas regiões

Tumores ligados ao tabagismo são mais frequentes no Sul e Sudeste

Para o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, o mapa da doença reflete desigualdade social, urbanização desordenada e falta de saneamento em várias áreas do país.

Prevenção vira palavra-chave

O Ministério da Saúde aponta a prevenção como principal arma para frear o avanço da doença. A vacinação contra HPV já apresenta impacto na redução do câncer de colo do útero.

Especialistas também citam como fatores decisivos:

Combate ao tabagismo

Controle da obesidade

Prática de atividade física

Alimentação equilibrada

Diagnóstico precoce

O governo federal anunciou ainda parcerias para reduzir filas de cirurgias oncológicas no SUS, incluindo atendimentos em hospitais privados.

Sinal de alerta nacional

O recado das autoridades é direto: o câncer deixou de ser um problema isolado e se tornou um desafio estrutural de saúde pública. Com a curva de casos em alta, a pressão sobre prevenção, diagnóstico e tratamento tende a crescer nos próximos anos.

Se nada mudar no ritmo atual, o Brasil pode enfrentar uma das maiores demandas oncológicas de sua história recente.




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