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Com Fabrício Figueredo

Política

Congresso libera doações em plena campanha de 2026 e reação explode: “É compra de voto na cara dura”, dizem parlamentares

Publicada em 07/12/25 às 21:20h - 51 visualizações

por Estância Agora


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 (Foto: Estância Agora)
Uma decisão tomada quase em silêncio no Congresso Nacional provocou um verdadeiro terremoto político no país. Deputados e senadores aprovaram, dentro da LDO de 2026, uma brecha que permite ao governo doar dinheiro, bens e benefícios sociais durante o período eleitoral — algo proibido pela legislação.

Na prática, a aprovação autoriza a distribuição de cestas básicas, tratores, ambulâncias e outros benefícios mesmo dentro dos três meses que antecedem a eleição. A medida beneficia diretamente o governo Lula, que poderá entregar programas e doações no auge da disputa presidencial.

A manobra foi incluída no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias e votada discretamente, sem debate público amplo. A mudança contraria o chamado defeso eleitoral, que existe justamente para impedir o uso da máquina pública para influenciar o voto.

Acordo nos bastidores e articulação pesada

A aprovação contou com articulação conjunta da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Até Arthur Lira, que raramente aparece nessas votações, foi visto acompanhando de perto o processo na Comissão Mista de Orçamento.

Técnicos do Congresso alertam que a brecha alcança inclusive pagamentos de projetos financiados por emendas parlamentares, ampliando ainda mais o poder de distribuição do governo em ano eleitoral.

Comparação com 2022 e críticas da oposição

A estratégia lembra a usada pelo governo Bolsonaro em 2022, quando benefícios e auxílios foram liberados às vésperas da eleição. Agora, a prática volta ao centro do debate político.

Entre os poucos que se manifestaram contra, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) foi direta:

> “É compra de voto disfarçada. Uma vergonha. Querem comprar voto na cara dura com dinheiro público.”



A maioria dos parlamentares permaneceu em silêncio.

O que muda na prática

Se a LDO vigorar sem contestação:

O governo poderá doar bens e dinheiro durante a campanha de 2026;

Programas sociais poderão ser acelerados em período proibido por lei;

Emendas parlamentares poderão financiar repasses às vésperas da votação;

Municípios só precisam oferecer uma contrapartida simples, como um terreno ou valor mínimo.


Internet reage e post viral joga luz no caso

Nas redes sociais, páginas de notícias e perfis populares viralizaram a decisão, destacando o risco de “uso da máquina pública sem limites” em 2026. Uma postagem que rapidamente se espalhou resume o temor:

> “Congresso APROVA doações em plena campanha. Cestas básicas, tratores e ambulâncias liberados. EITA GENTE!”



A medida promete gerar muito debate e possivelmente judicialização, já que especialistas afirmam que a LDO não pode se sobrepor à legislação eleitoral vigente.




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