A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (22) que não teme ser investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude processual.
O pedido foi protocolado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), após relatório da Polícia Federal apontar movimentações financeiras de cerca de R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024 em contas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, a assessoria de Michelle afirmou que todos os valores movimentados “têm origem lícita, provêm de suas atividades profissionais e empresariais e compõem o patrimônio familiar”. A defesa classificou o pedido como “manobra política” e acusou o governo de tentar criar uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção da população.
O documento apresentado por Lindbergh sugere que os recursos podem ter sido movimentados por meio de laranjas para blindagem patrimonial e, em parte, provenientes da chamada “campanha do Pix”, com possível utilização em pressões políticas e ataques às instituições democráticas.
O petista solicitou ao STF medidas como quebra de sigilos, bloqueio de bens e perícia financeira, além da responsabilização penal dos envolvidos. O pedido está sob análise do ministro Alexandre de Moraes.
Michelle rebateu afirmando que a iniciativa “faz parte de uma perseguição ao bolsonarismo” e disse que seus adversários “temem o retorno de Bolsonaro à Presidência, assim como o de Trump nos Estados Unidos”.