A deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e seu marido, Renildo Evangelista Lima, foram alvos de uma operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (30). O casal comanda a empresa Voare Táxi Aéreo, que firmou 17 contratos com o governo federal desde o início do mandato da parlamentar, em 2023. O total recebido pela empresa soma R$ 271 milhões.
Desses contratos, R$ 96 milhões foram firmados sem licitação. A Voare foi contratada por diferentes ministérios, incluindo o da Saúde, Justiça e Segurança Pública, e Defesa. O nome da deputada agora entra no centro de uma nova controvérsia sobre o uso de recursos públicos e supostos favorecimentos políticos.
Na campanha eleitoral de 2022, Helena declarou à Justiça Eleitoral que detém 10% da empresa presidida por seu marido, com cotas avaliadas em R$ 990 mil. Apesar da ligação direta com a Voare, os contratos continuaram sendo firmados mesmo após Renildo ter sido flagrado, em setembro do ano passado, com dinheiro escondido na cueca durante outra operação da Polícia Federal.
A parlamentar costuma demonstrar publicamente apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), com quem aparece em registros nas redes sociais. Técnica ambiental e bióloga, Helena da Asatur se elegeu deputada federal por Roraima com 15,8 mil votos.
A nova fase das investigações levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e uso indevido de vínculos políticos para obtenção de vantagens comerciais junto ao governo federal. Até o momento, nem a deputada nem a Presidência da República se manifestaram oficialmente sobre o caso.