Em uma entrevista exclusiva à revista Vanity Fair, a chefe de gabinete de Donald Trump, Susie Wiles, fez declarações polêmicas sobre o presidente, afirmando que ele tem uma "personalidade de alcoólatra". Wiles, que é a mulher mais poderosa na Casa Branca depois de Trump, também criticou diversos membros do governo, incluindo o vice-presidente J. D. Vance, a secretária de Justiça Pam Bondi, e até mesmo o bilionário Elon Musk.
Susie Wiles, que foi peça-chave na vitória de Trump em 2024, descreveu Trump como alguém que age com a crença de que não há nada que ele não possa fazer. “Ele funciona acreditando que não há nada que ele não possa fazer. Nada, nada mesmo”, declarou. Wiles ainda comparou Trump a um alcoólatra, explicando que ele tem uma grande confiança em si mesmo, o que pode ser tanto uma força quanto uma fraqueza.
A entrevista, que dá acesso raro ao círculo íntimo do presidente, foi conduzida ao longo de um ano, proporcionando um vislumbre da dinâmica interna do governo. Wiles, conhecida por sua habilidade em lidar com figuras de grande ego, tem sido uma figura central na administração, sendo descrita como a única força capaz de direcionar as impulsivas decisões de Trump.
A Defesa e as Polêmicas
Trump, em resposta à entrevista, afirmou não ter lido a matéria, mas ressaltou que Wiles faz um "excelente trabalho". Em relação às acusações de que ele tem uma personalidade complicada, Trump não fez comentários diretos, mas as tensões descritas por Wiles parecem refletir uma dinâmica de governo baseada em impulsos e ações rápidas, muitas vezes sem a análise detalhada das consequências.
Entre as polêmicas reveladas, Wiles também criticou a secretária de Justiça Pam Bondi por falhas no manejo do caso de Jeffrey Epstein, o infame abusador sexual e amigo de Trump. “Ela fez uma burrada e não percebeu que a base [de Trump] ligava muito pra essa história”, afirmou.
Além disso, ela descreveu Trump como alguém que quer "acertar contas" com inimigos políticos, inclusive aqueles envolvidos com a invasão do Capitólio em 2021, e com aqueles que tentaram questionar sua vitória nas eleições de 2020. Wiles afirmou que o presidente está em uma "tour de vingança", mas disse que em alguns casos, ele tem razões legítimas para isso.
Com a proximidade das eleições de 2026, essas declarações colocam ainda mais luz sobre a complexa relação de Trump com seus aliados e adversários, enquanto o presidente continua a moldar sua imagem e a dinâmica do governo, em um cenário de polarização crescente.