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Lei Rouanet gera impacto bilionário e empregos, mas Sudeste e Sul concentram 86% dos projetos

Publicada em 13/01/26 às 23:44h - 47 visualizações

por Estância Agora


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 (Foto: Estância Agora/Reprodução)
Uma pesquisa inédita da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendada pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), apontou que a Lei Rouanet gera retorno econômico significativo ao país e movimenta milhares de empregos, mas ainda mantém forte concentração regional.

Segundo o estudo, cada R$ 1 investido via Rouanet retorna R$ 7,59 à economia brasileira. Em 2024, os projetos apoiados pelo mecanismo movimentaram R$ 25,7 bilhões, enquanto a renúncia fiscal foi de pouco mais de R$ 3 bilhões. A arrecadação de tributos gerada pela cadeia produtiva da cultura atingiu R$ 3,9 bilhões, superando o valor deixado de arrecadar pelo Estado.

A execução dos projetos manteve ou gerou mais de 228 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com 567 mil pagamentos realizados a mais de 81 mil fornecedores, sendo 85,5% micro e pequenas empresas. O levantamento também identificou que os projetos atraíram R$ 579,5 milhões de outras fontes de financiamento e R$ 305,2 milhões em apoios não financeiros, como logística e cessão de espaços.

Apesar do impacto positivo, a distribuição dos projetos permanece desigual: em 2024, 86% estavam no Sudeste e Sul, enquanto Nordeste, Norte e Centro-Oeste somaram 14% do total. Estados como Alagoas e Roraima tiveram apenas sete projetos em execução cada, representando 0,14% do total nacional.

O MinC tem implementado programas de indução regional, como Rouanet Norte e Rouanet Nordeste, que já mostram efeitos concretos: entre 2022 e 2025, os projetos do Centro-Oeste cresceram 128,1%, no Nordeste 65,6% e no Norte 439,9%.

O investimento via Lei Rouanet também cresceu nos últimos anos. Em 2025, foram captados R$ 3,4 bilhões, com empresas investidoras crescendo 55% e o retorno de estatais como Petrobras, Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal.

Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a pesquisa reforça que o incentivo fiscal é eficiente e estruturante, contribuindo para a geração de empregos, renda e fortalecimento da economia, além de estimular a diversidade cultural.




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