A crise nos Correios se agravou nesta semana e acendeu o alerta máximo entre os trabalhadores. Durante as negociações realizadas nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, a estatal apresentou propostas consideradas “um ataque direto” aos direitos históricos da categoria, segundo o Sintect-DF.
Entre os pontos mais criticados estão o fim do tradicional vale-peru, a extinção do adicional de 70% nas férias, mudanças no plano de saúde — que deixaria de ter a empresa como mantenedora — e o fim das entregas matutinas, o que, na avaliação dos sindicalistas, pode comprometer a qualidade do serviço prestado à população em todo o país.
A situação ficou ainda mais tensa após a declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmando que, neste momento, não há recursos garantidos para o pagamento do 13º salário dos empregados. A fala gerou forte indignação e intensificou a mobilização da categoria.
O sindicato reforça que os trabalhadores não aceitarão ser responsabilizados pela crise financeira da estatal.
“Não fomos nós que criamos esta crise. Portanto, não seremos nós que iremos pagar por ela”, afirmou o Sintect-DF.
Agora, a categoria aguarda o dia 16 de dezembro, quando ocorrerá uma assembleia nacional em frente ao edifício-sede dos Correios, em Brasília. É nesse encontro que os trabalhadores decidirão se deflagram ou não uma greve geral — movimento que pode parar o país às vésperas do período de maior demanda logística do ano.
A possibilidade de paralisação é tratada como praticamente inevitável, caso a empresa mantenha a proposta que apresentou na mesa.