A crise nos Correios atinge níveis alarmantes durante o governo Lula. A estatal suspendeu o pagamento de R$ 2,75 bilhões em dívidas com fornecedores, tributos e planos de saúde, numa tentativa desesperada de preservar o caixa e manter os serviços. A informação consta em um documento interno revelado pelo portal g1.
Com 11 trimestres seguidos de prejuízo, os Correios adiaram o repasse de R$ 741 milhões ao INSS patronal, R$ 652 milhões a fornecedores e R$ 363 milhões ao Postal Saúde, além de dívidas com PIS/Cofins e o fundo de pensão Postalis. Quase metade dessas pendências já acumula juros e multas.
Fornecedores já entraram na Justiça cobrando R$ 104 milhões em pagamentos atrasados. Mesmo assim, a estatal afirma que os serviços essenciais seguem garantidos.
A aposta do governo é um empréstimo de R$ 4,3 bilhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que só poderá ser usado em projetos de descarbonização e logística — sem permitir a cobertura de déficits operacionais.
No 1º trimestre de 2025, os Correios registraram um prejuízo histórico de R$ 1,7 bilhão, o pior resultado desde 2017. O cenário é agravado pela queda no comércio internacional, aumento da concorrência e uma estrutura de custos fixos que consome 88% das despesas da empresa.
O alerta é claro: sem medidas rápidas, os Correios podem caminhar para um colapso financeiro.