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Praia do Saco: André Graça e Fábio Mitidieri destravam impasse histórico e MPF firma acordo que põe fim a décadas de omissão

Publicada em 02/12/25 às 23:04h - 99 visualizações

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Praia do Saco: André Graça e Fábio Mitidieri destravam impasse histórico e MPF firma acordo que põe fim a décadas de omissão
 (Foto: Estância Agora)
Demorou, mas aconteceu. Após anos de disputa judicial, indefinições entre órgãos públicos e sucessivos prefeitos que trataram a Praia do Saco como um problema sem dono, o Ministério Público Federal firmou um acordo que redefine o futuro da região. O que antes era sinônimo de abandono, improviso e ocupações irregulares, agora passa a ter regras, fiscalização e um modelo de gestão compartilhada.

E essa virada de chave só ocorreu porque o prefeito de Estância, André Graça, e o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, encararam a pauta que durante décadas foi evitada.

Por anos, a Praia do Saco acumulou omissões. Gilson Andrade teve oito anos de gestão. Ivan Leite, oito. Carlos Magno, quatro. Todos tiveram tempo para enfrentar o problema; faltou coragem política. Com André Graça e Fábio Mitidieri, o cenário mudou: houve articulação, enfrentamento e disposição para resolver o que sempre foi empurrado para depois.

Não se trata de liberar hotéis, e sim de organizar o que estava desorganizado

O acordo judicial firmado não autoriza construção indiscriminada e não é um “alvará para erguer prédios na areia”, como alguns passaram a sugerir. O que foi conquistado é mais amplo: encerrar a ação civil pública principal, manter ações complementares sem dar anistia a quem errou e criar um sistema de gestão ambiental que obriga Estado, Município, União, IBAMA, SPU e ADEMA a trabalhar de forma coordenada, com metas, relatório e prazos concretos.

Não houve flexibilização generalizada. O MPF continuará cobrando cumprimento de normas ambientais e urbanísticas, e a fiscalização passa a ser permanente.

Turismo com preservação e responsabilidade

Com o novo modelo, a Praia do Saco entra oficialmente no mapa do turismo nacional, mas sem abrir mão da preservação das dunas, da vegetação nativa e do acesso público. O acordo prevê:

Criação da ARIE das Dunas do Saco

Fortalecimento da APA Litoral Sul

Fiscalização semanal

Diagnóstico georreferenciado

Educação ambiental

Garantia de acesso irrestrito à praia


Trata-se de ordenar o território, não de privatizá-lo ou descaracterizá-lo.

Quem bancou a decisão

O governador Fábio Mitidieri não recuou diante do tema. O prefeito André Graça enfrentou localmente os conflitos políticos e fundiários. O deputado federal Gustinho Ribeiro atuou na articulação política. A Procuradoria-Geral do Estado concentrou esforços técnicos. Pela primeira vez em muitos anos, SPU, IBAMA e ADEMA deixaram de lado a disputa institucional e atuaram de forma coordenada.

O MPF adotou a postura mais rara: priorizar uma solução sólida em vez de prolongar uma guerra judicial interminável.

Assinar não basta: é preciso cumprir

O acordo não elimina irregularidades do passado, não isenta ninguém de responsabilidades e não perdoa quem cometeu infrações. Ele apenas resolve o impasse que impedia a Praia do Saco de avançar.

Agora começa a fase mais difícil: a execução.

Cumprir significa:

Criar a ARIE no prazo

Elaborar e respeitar o plano de manejo

Revisar o Plano Diretor e o Código de Obras

Garantir acesso público

Fiscalizar efetivamente

Embargar e remover construções irregulares sempre que necessário


Essa etapa exigirá liderança política, firmeza administrativa e enfrentamento de pressões locais.

Uma nova fase para a Praia do Saco

Se o acordo for cumprido na íntegra, a Praia do Saco deixará de ser palco de conflito judicial crônico e se tornará uma referência em turismo sustentável, com geração de empregos, atração de investimentos e preservação ambiental.

É uma vitória importante, mas não é um ponto final. É o início de uma nova fase, que precisará de acompanhamento constante da população, do Ministério Público e dos órgãos ambientais.

A Praia do Saco, depois de décadas de abandono, enfim deixa de ser um lamento e passa a ser um projeto concreto. E os responsáveis por essa mudança — André Graça, Fábio Mitidieri, Gustinho Ribeiro e toda a equipe envolvida — agora serão cobrados para que o acordo saia do papel e resista ao primeiro teste de pressão.




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