A discussão sobre a instalação do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em Estância movimentou o debate público nas últimas semanas e revelou uma questão essencial: o melhor lugar para a universidade não é o mais distante nem o mais bonito, mas o mais acessível, prático e conectado à cidade.
A proposta encaminhada pela Prefeitura de Estância, sob a gestão de André Graça, apresenta um terreno urbano, plano e de fácil acesso, com transporte público, infraestrutura e circulação de pessoas — fatores que garantem integração entre a universidade e a comunidade.
Segundo técnicos, o espaço atende aos critérios estabelecidos pela própria UFS, que solicitou uma área de 23 mil metros quadrados úteis e integrados à malha urbana. Esse tipo de terreno permite a construção de um campus funcional, com menor custo e implantação mais rápida.
Por outro lado, uma proposta alternativa apresentada pelo ex-prefeito Ivan Leite sugere uma área rural de grandes dimensões, mas cheia de desafios topográficos, como desníveis, córrego e acesso limitado. Especialistas avaliam que o custo para preparar o terreno e adequar o local às normas técnicas seria elevado, o que poderia atrasar o início das obras.
A escolha de uma área mais próxima ao centro urbano é vista como estratégica. Um campus bem localizado favorece o transporte estudantil, estimula o comércio local, movimenta o setor imobiliário e amplia as oportunidades de emprego. Além disso, a presença da universidade no coração da cidade tende a transformar a região, criando polos de convivência, cultura e inovação.
A população também tem se manifestado nas redes sociais, defendendo a instalação da UFS em um local acessível e integrado ao cotidiano de Estância. A principal expectativa é que o campus funcione o quanto antes e beneficie a juventude e a economia local.
Com a definição do terreno urbano, Estância dá um passo importante para consolidar um dos maiores investimentos educacionais da sua história. A decisão reforça a ideia de que desenvolver a cidade é aproximar a universidade do povo — e não colocá-la distante da realidade.