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Mata Atlântica: restauração eficiente acelera crescimento de florestas e cria modelo global

Publicada em 21/02/26 às 19:52h - 49 visualizações

por Estância Agora


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 (Foto: Estância Agora)
Uma iniciativa ambiental na Bahia está chamando atenção de especialistas e ambientalistas ao acelerar em até 50% o crescimento de espécies nativas da Mata Atlântica, criando florestas mais resistentes e produtivas. O projeto, iniciado em 2014 pela Symbiosis, aposta em tecnologia, seleção genética e diversidade biológica para recuperar áreas degradadas com eficiência inédita.

De acordo com a supervisora de melhoramento genético Laura Guimarães, a estratégia consiste em identificar árvores matrizes com alta capacidade de sobrevivência e adaptação climática. A técnica já permitiu a restauração de mil hectares utilizando 45 espécies nativas, incluindo jacarandá, jequitibá, ipês e angicos, escolhidas justamente por sua resistência natural.

O gerente de viveiro Mickael Mello explica que muitas dessas matrizes têm mais de um século de vida e sobreviveram a ciclos históricos de exploração, carregando características genéticas raras. Segundo ele, usar plantas com perfis diferentes evita a homogeneização e garante maior estabilidade ecológica.

Especialistas alertam que a fragmentação florestal ainda é um dos maiores desafios ambientais. Dados apontam que o bioma, que originalmente ocupava cerca de 130 milhões de hectares, possui hoje apenas 24% de sua cobertura original, sendo somente 12,4% formada por florestas maduras. Para o gerente de restauração da Fundação SOS Mata Atlântica, Rafael Bitante Fernandes, a perda de diversidade genética reduz a capacidade de adaptação das espécies e aumenta a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos.

Além do impacto ambiental, a degradação afeta diretamente a população ao comprometer serviços ecossistêmicos essenciais, como disponibilidade de água, qualidade do ar e produção de alimentos. Por isso, empresas privadas passaram a enxergar a restauração como investimento estratégico e não apenas ação de responsabilidade social, já que modelos sustentáveis permitem explorar recursos naturais mantendo o sequestro de carbono.

O movimento ganhou força com o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que estabeleceu a meta de recuperar 15 milhões de hectares até 2050 por meio da união entre governos, sociedade civil e setor produtivo. Estudos citados pela Agência Brasil indicam que entre 1993 e 2022 cerca de 4,9 milhões de hectares entraram em regeneração natural, enquanto 1,1 milhão foram desmatados e 3,8 milhões permaneceram preservados.

Apesar dos avanços, especialistas ressaltam que o futuro da restauração depende do engajamento de proprietários rurais, responsáveis por cerca de 90% das áreas do bioma. Incentivos fiscais, pagamentos por serviços ambientais e políticas públicas robustas são considerados essenciais para ampliar a escala das ações.

Se a meta for atingida, o impacto social também será expressivo: estimativas indicam a criação de um emprego para cada dois campos de futebol restaurados, transformando a recuperação florestal não apenas em solução ambiental, mas também em motor de desenvolvimento sustentável.



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