Um levantamento da Serasa Experian acendeu alerta sobre a segurança online ao revelar que 37.845 anúncios, páginas, perfis e aplicativos falsos foram identificados ao longo de 2025, todos criados para enganar usuários ao imitar marcas e comunicações legítimas. Do total, 77% tiveram origem em plataformas de redes sociais, consolidando esses ambientes como principal foco de atuação de fraudadores digitais.
Segundo a empresa, 98% das ameaças foram removidas após detecção, com tempo mediano de apenas quatro dias entre identificação e derrubada. Para o diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude, Rodrigo Sanchez, a velocidade de resposta é decisiva no combate aos criminosos. “O modus operandi dos fraudadores é manter um ciclo contínuo de testes e republicações, sempre buscando ganhar escala antes de serem detectados”, explicou.
O relatório aponta que anúncios fraudulentos lideram as ocorrências, representando 56% dos casos, seguidos por perfis falsos, com 32%. Muitas dessas contas funcionam como vitrines para redirecionar vítimas a páginas e formulários maliciosos, onde dados pessoais e financeiros podem ser capturados.
A análise também identificou que a dinâmica de impulsionamento e compartilhamento das redes acelera a disseminação dos golpes, o que exige monitoramento constante e inteligência de dados para identificar padrões e agir rapidamente. A empresa informou que mantém equipes dedicadas ao rastreamento de vazamentos, detecção de uso indevido de marcas e acionamento direto de plataformas para remoção de conteúdos fraudulentos.
Especialistas alertam que consumidores devem desconfiar de anúncios com senso de urgência ou preços muito abaixo do mercado, evitar clicar em links encurtados e nunca fornecer códigos de verificação ou senhas fora de ambientes oficiais. A ativação de autenticação em duas etapas e o uso de senhas exclusivas também são medidas consideradas essenciais para reduzir riscos.
Para empresas, a recomendação é investir em monitoramento contínuo, proteção de ativos digitais e protocolos rápidos de resposta, já que golpes de impersonação — quando criminosos se passam por marcas — seguem entre as estratégias mais comuns e lucrativas do cibercrime.
O levantamento reforça que, diante da sofisticação das fraudes, a cooperação entre plataformas, companhias e usuários se tornou peça-chave para conter a expansão de crimes digitais que se reinventam diariamente.