A disputa judicial entre o pai de Léo, Murilo Huff, e a avó materna, Ruth Moreira, sobre a guarda do filho da cantora Marília Mendonça, tem gerado grande repercussão e reaberto discussões sobre o que realmente significa o “melhor interesse da criança”.
Especialistas em direito de família reforçam que a prioridade, em casos como este, vai além de vínculos biológicos ou afetivos. “O que se avalia não é apenas quem tem o direito de exercer a guarda, mas quem tem mais condições de oferecer segurança, afeto e estabilidade emocional e financeira”, explica a advogada Tatiana Souza.
O caso ganha ainda mais complexidade por envolver Léo, herdeiro de uma das maiores artistas do país, o que aumenta o risco de exposição midiática e de uma possível judicialização excessiva do convívio familiar. Para Tatiana, a condução do processo precisa ser feita com extrema cautela. “A morte da mãe já é um trauma imenso. O Judiciário precisa atuar com sensibilidade e rigor técnico para que essa criança cresça cercada de afeto, e não no centro de um conflito”, alerta.
A orientação de psicólogos e assistentes sociais é que, durante o trâmite judicial, o menor tenha sua rotina e vínculos preservados ao máximo, evitando rupturas bruscas que possam comprometer seu desenvolvimento emocional.