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Fecundidade no Brasil atinge o menor índice da história: média é de 1,55 filho por mulher, diz IBGE

Publicada em 27/06/25 às 22:32h - 116 visualizações

por Estância Agora


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 (Foto: Reprodução )
O Brasil registrou a menor taxa de fecundidade da sua história: 1,55 filho por mulher. Os dados são do Censo Demográfico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa uma queda expressiva ao longo das últimas décadas — em 1960, a média era de 6,3 filhos por mulher.

Esse indicador mostra a quantidade média de filhos que uma mulher teria ao longo da vida, considerando os padrões atuais de fecundidade por faixa etária. A nova realidade é reflexo de profundas transformações sociais, econômicas e culturais no país, incluindo maior acesso à educação, à saúde e métodos contraceptivos.

Mulheres têm filhos mais tarde

A idade média para ter filhos também aumentou. Em 2000, a média era de 26,3 anos. Em 2022, subiu para 28,1 anos. As regiões Sudeste e Sul lideram essa mudança, com média de 28,7 anos. O Norte teve a menor média, com 27 anos.

A maior concentração de nascimentos ocorreu entre mulheres de 25 a 29 anos (24,3% dos nascimentos), seguida por aquelas entre 20 e 24 anos (23,2%) e entre 30 e 34 anos (21%).

Outro dado importante é a queda na fecundidade entre adolescentes de 15 a 19 anos: caiu de 15,6% em 2010 para 11,4% em 2022.

Cor, raça e escolaridade influenciam

O levantamento do IBGE mostra também diferenças de fecundidade entre grupos raciais. Mulheres indígenas continuam com a maior taxa, com 2,05 filhos por mulher. Em seguida vêm mulheres pardas (1,74), pretas (1,61) e brancas (1,42).

A escolaridade também tem peso: quanto maior o nível de instrução, menor o número de filhos. Entre mulheres com ensino superior completo, a taxa é de apenas 1,08 filho. Já entre aquelas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, o índice sobe para 2,3.

Consequências futuras

A queda contínua da fecundidade pode trazer desafios para o futuro, como o envelhecimento da população e impactos no mercado de trabalho e nos sistemas de previdência. Ainda assim, especialistas apontam que o fenômeno acompanha uma tendência global nos países que passaram por transições demográficas similares.



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